Mostrando postagens com marcador Pense Nisso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pense Nisso. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A geração de mimados cresceu e teve filhos



Trabalho em uma escola particular com famílias classe A e B, idade entre 26 e 37 anos. Vejo de tudo lá, tudo mesmo... e a coisa que mais tenho visto ultimamente é criança mandando em pai e mãe e pai e mãe tentando mandar na escola.

Tudo começa quando essa geração adulta de hoje, quando criança, foi um pouco mimada. Pouco não, super mimada. Eles cresceram junto à ascensão financeira de boa parte das famílias brasileiras, eles cresceram vendo video game se popularizar, TV a Cabo se tornar real, carrinho de controle remoto aos montes. Essa geração cresceu vendo Xou da Xuxa e desejando tudo que lá aparecia. Essa geração teve a adolescência marcada com a popularização do Windows 95, popularização do celular e aparecimento dos primeiros e-commerces. A grande questão é que essa geração não só viu isso, ela desejou isso, e ganhou muito disso.

Eles foram os primeiros super mimados. Cresceram com a ideia de que tudo a eles poderia pertencer. Qualquer coisa basta bater o pé no chão, cruzar os braços e pronto... ganhou.

Certa vez na escola em que trabalho criamos um álbum de figurinhas no qual os alunos e alunas eram as figurinhas. Deu o maior trabalho fotografar todo mundo, conferir e mandar para a gráfica. Faltando 1 semana para lançar o álbum entrou um aluno novo. A mãe (dessas mimadas que estou falando) pediu para inserir o rapaz no álbum. Já tinhamos impresso mais de 14.000 figurinhas, 300 álbuns, empacotado tudo etc... Eu respond: Não.

A cena a seguir foi assustadora. A mãe falou: mas vai ter todo mundo menos ele? Se for assim eu não quero esse álbum. 

Para visualizar melhor, eu descrevo como estava a postura corporal da pobrezinha: braços cruzados, cara fechada, um bico enorme e batendo o pé firme no chão.

(Parecia que eu me via com 9 anos quando minha mãe não me dava as coisas).

Assustado ainda, recuperei o fôlego e disse, realmente não vou poder ajudar. Já está tudo impresso, é impossível eu refazer este álbum.

Se você que está lendo o texto achou que a cena da pirraça era rídicula, veja o que aconteceu:

- Eu pago! Eu pago todos os álbuns, as figurinhas novas, pago tudo! Mas quero meu filho no álbum! 

Eu disse novamente que era impossível, a mãe pegou as coisas dela para ir embora, pegou a mochila da criança e com os olhos cheios de lágrima (é sério) me disse que faria o próprio álbum para o filho dela não sentir.

Você deve está achando que a criança tinha 7 ou 8 anos. Não! Ela tinha 2. Nem sabia direito o que era figurinha. A dor toda era da mamãe mimada.

O que me preocupa de fato é saber que este não é um caso isolado. Não sei se a mãe fez o tal álbum (provavelmente fez), mas ela é uma adulta que não sabe aceitar as dores que a vida nos oferece, prefere burlar. Quer ter tudo e acha que tudo a pertence. O problema maior é que uma criança está sendo criada com esse pensamento, está crescendo com a visão de mundo mimada.

Melhor (ou pior)... crianças estão sendo criadas com este pensamento.

Vivem dentro da cultura do descarte, do consumo, vivem em um mundo camuflado de presentes de compensação de faltas.

A primeira geração de crianças super mimadas cresceu e se reproduziu. As crianças fruto dessa reprodução estão sendo mimadas ao triplo. Nos resta agora esperar o dia em que veremos um adulto rolar no chão na fila do restaurante porque não liberaram ainda sua mesa. 

Por Rafael Mansur

quinta-feira, 16 de março de 2017

O Evangelista de Crianças tem:

Oi gente,

Nos últimos dias estava pensando a respeito das tantas reclamações que ouço dos líderes que trabalham no ministério infantil. Coisas do tipo: "Ninguém vê o trabalho com as crianças" "Minha igreja não investe no ministério infantil"; "Não temos material"; "Estou sozinha", e por aí vai...

Eu sei que essa realidade existe e é realmente triste ver que um momento tão importante da vida, não é dado o devido valor pela maioria. Mas fazer  dessa situação uma desculpa para não dar o melhor de si, não pode ser a realidade dos líderes de crianças.

Lembro que, principalmente, no início do meu ministério, eu ainda adolescente, não trabalhava e não tinha nenhuma renda pra investir. Além disso minha igreja era pequena e não mandava muitos recursos também. Só me restava, então, a dependência de Deus.

Com muita oração e um pouco de criatividade conseguia fazer grandes coisas. Exemplo disso foi quando ministrei sobre a parábola do semeador, na qual peguei uma camisa listrada que tinha no guarda roupa, um chapel de palha emprestado da vizinha, sementes de passarinho que consegui com meu avô e vasinhos de terra, pedras e galhos que peguei na rua.

Todos esses recursos, por mais simples que fossem, fizeram uma marca não só na vida das crianças, mas na minha também. Depois daquele dia percebi que o investimento que eu mais preciso no ministério é a minha vida.

Preciso investir tempo em oração;
Preciso investir tempo estudando a lição;
Preciso investir em criatividade;
Preciso investir na contação de histórias;
Preciso investir tempo para ouvir os cordeirinhos que Deus me deu para cuidar;
Preciso investir tempo para conhecer eles e suas histórias de vida;
Preciso investir tempo conversando com pessoas mais experientes do que eu.

Todos esses investimentos não dependem da igreja, dos pais ou de outros. Depende única e exclusivamente de mim.

Que sua vida vida seja o maior investimento da sua igreja no ministério infantil.
Mostre que esse investimento dá certo, e os outros recursos que você vai precisar no caminho, Deus providenciará.

Creia, pois Deus continua fazendo milagres.

Que Deus te abençoe.

Até a próxima!


domingo, 11 de dezembro de 2011

Pense Nisso #01


“Daqui a cem anos, não importará o tipo de carro que dirigi, o tipo de casa em que morei, quanto tinha depositado no banco, nem que roupas vesti. Mas o mundo pode ser um pouco melhor porque eu fui importante na vida de uma criança.”
 

Mathetes Kids Template by Ipietoon Cute Blog Design